Ao acordar fomos tomar um “Desayjuno” (café da manhã) apenas para descobrir que aqui eles comem quase tudo frito. É difícil encontrar algo minimamente saudável para comer por aqui. E olha que eu não sou exatamente do tipo saudável.
Também descobrimos que eles desconhecem o que vem a ser um adoçante.
Seguimos de metrô (LOTADO, mas LOTADO DE VERDADE) para o centro de Caracas, para conhecer o Palácio de Miraflores (residência do senhor “porque no te calas” Chaves) e adjacências.
Já na estação percebemos uma coisa, as pessoas sempre te dão uma informação quando você pergunta, mesmo que estejam erradas. Os venezuelanos sao incapazes de dizer “não sei”. Três pessoas, incluindo dois funcionários do metrô, disseram para descermos na estação errada, fomos de acordo com a informação que um quiosque turístico havia dado e acabamos certo.
Pela manhã o brasileiro que tínhamos encontrado nos disse que foi tirar uma foto do Palácio Miraflores e um guarda o abordou e pediu para ver as fotos, tendo “solicitado” que apagasse todas as fotos do prédio e das redondezas, pois era proibido tirar fotos.
Ao chegarmos, e cientes dessa questão começamos a tirar fotos disfarçadamente. Infelizmente em determinado momento um militar me viu tirando uma foto e nos escoltou (com fuzil em punho e cara de pouquíssimos amigos) para dentro da “Casa Branca” (um dos prédios que ficam junto ao Palácio Miraflores).
Era só o que nos faltava, prisão e um incidente internacional por causa de uma foto de um prédio.
O militar disse a um senhor lá dentro que estávamos tirando fotos, este nos pediu para ver as fotos e eu, sabendo que ele solicitaria que apagássemos as MUITAS fotos que tinhamos tirados de todos os prédios, num lance de rara sagacidade, comecei pela foto que havia tirado e ao invés de ir voltando as fotos, fui passando para a frente, para as primeiras fotos. Como só tinha fotos nossas na chegada a caracas fomos liberados apenas com um sermão de que era proibido tirar fotos ali, o que nós prontamente e com cara de anjos brasileiros dissemos que não sabíamos.
Resultado: alèm de uma foto com o guarda que nos escoltou, e da minha namorada com a boina do guarda, ainda temos DIVERSAS fotos da “Casa Branca”, do Palácio Miraflores e outros prédios de la. Todas “contrabandeadas”.
De lá seguimos para a Avianca, empresa aerea que faz quase toda a América do Sul. Tinhamos ligado para lá e parecia bastante tentador viajar de Cartagena para Quito, parando em Bogota, de avião.
Para nossa infelicidade não podiamos comprar essa passagem. Como o câmbio aqui esta completamente bagunçado. No oficial um dolar vale cerca de 2000 bolivares, mas no paralelo consegue-se por ate 6000, a empresa só vende passagens saindo da Venezuela e nao partindo de outros destinos.
Bastante desanimados pelo balde de água fria, voltamos para Altamira e passamos pela Expresso Executivo, uma excelente empresa de ônibus que faz as rotas venezuelanas.
Como estava muito cheia, resolvemos comprar as passagens pela manhã.
Voltamos para o hotel para poder descansar e seguir viagem no dia seguinte.
Continua…