Depois da chuva que caiu o dia todo de ontem, ao acordar não foi diferente. Chuva, chuva e chuva… apesar da chuva a cidade é quente e MUITO abafada.
Novamente tentamos entrar em contato com as empresas de ônibus e dessa vez com sucesso, mas apenas para descobrirmos que nenhuma tinha ônibus leito para Lima, o que em uma viagem de cerca de 30 horas faz MUITA diferença.
Resolvemos mais uma vez ligar o botão do foda-se orçamento e procurar passagem de avião, afinal a última viagem de ônibus foi REALMENTE traumatizante.
A mais barata que encontramos é novamente da Avianca (já começamos a pensar em fazer um cartão de milhagens da empresa). Só tem um probleminha, todos os vôos da Avianca vão primeiro para Bogotá, para depois seguir destino. Sem outra opção, compramos a passagem.
Ou seja, depois de um planejamento de no máximo 2 dias no Equador, hoje com 10 dias deixamos esse país realmente surpreendente e que nos conquistou com seu povo, sua cultura e suas paisagens.
Após o café da manhã fomos dar um passeio pelas duas únicas “atrações” de Guayaquil.
A primeira é a Praça das Iguanas, que descobrimos ficar ao lado do hotel e que na chegada, aparentemente só tinha esquilos e pombos, e nenhuma iguana. Somente após dar uma volta toda no parque e ver algumas pessoas olhando para cima é que demos conta que as iguanas estavam todas nos topos das árvores.
Minutos observando e logo aquelas largatixas super desenvolvidas começam a descer das árvores e passear pelo chão. Após fotos segurando uma delas seguimos para o próximo passeio.
Trata-se do Malecon 2000, uma construção à beira do ocenao pacífico (que por essas bandas parece BEM feio). Na verdade é uma espécie de calçadão do Rio de Janeiro, mas sem praia, com alguns portos com embarcações bonitas e um suntuoso monumento com estátuas de Simon Bolivar e San Martin simbolizando o encontro dos dois grandes libertadores da américa latina.
De volta ao hotel para arrumar as coisas e para aguardar o horário do vôo vamos a um cyber.
Chegando no aeroporto somos novamente levados a pagar uma taxa (mais um país que se paga pra sair). Embarcamos e passamos por um Duty Free com cara de Nova Iorque, o maior que já passamos até agora.
A viagem até Bogota é traquila. Na descida do aeroporto pegamos pela primera vez tráfego de passageiros. O embarque estava lotado e a demora para conseguir chegar na sala de espera foi grande.
No meio daquela rotineira revista corporal a procura de armas na cintura e afins um policial colombiano que devia se considerar o Bruce Lee latino pressiona o polegar bem no meio do meu tórax me fazendo sentir uma dor inacreditável. A vontade foi de revidar com um murro, mas tive senso suficiente pra perceber que não seria uma boa idéia.
Em Bogotá embarcamos para Lima e nos surpreendemos com o avião. Um 767 MUITO diferente do padrão brasileiro. Um belo avião, com um outro naipe de atendimento e mordomias. Contando inclusive com telões que passaram o filme “Antes só do que mal casado”, uma comédia relativamente boba, mas que fez com que as três horas de vôo voassem.
02:00 da manhã e chegamos finalmente a Lima no Peru.
Continua…