A fila da imigração é algo que não havíamos visto até agora. Dava voltas e mais voltas e mais voltas. Centenas de pessoas esperando pacientemente para entrar no país.
Quanto mais andávamos mais ouvíamos algo que já estavamos desacostumados. A boa e velha reclamação em português. Era IMPRESSIONANTE a quantidade de pessoas do Brasil que víamos na fila. Aparentemente haviam chegado vôos da Gol no mesmo horário que o nosso.
Felizmente o Peru se mostrou um país preparado para a quantidade de pessoas que o visita todos os anos (especialmente depois de ter eleito uma das sete novas maravilhas do mundo). A quantidade de guichês de imigração era boa e a velocidade melhor ainda. Em poucos minutos estávamos com o 4° carimbo de entrada em um país estrangeiro no passaporte.
O aeroporto de Lima é bastante grande, bonito e organizado. As lojas ficam abertas de madrugada (o que nesse tipo de viagem é um grande diferencial) e o aeroporto estava super movimentado, inclusive com pessoas dormindo pelos cantos, provavelmente esperando vôos.
Na saída pegamos um táxi e apesar de solicitarmos determinado hotel, o taxista recomenda um outro. Cansados e querendo apenas dormir acabamos por aceitar a dica e seguimos para Miraflores, o bairro que é melhor recomendado de se ficar em Lima.
Logo na chegada do hotel uma nada simpática recepcionista tenta nos cobrar mais do que o taxista dizia que o hotel custava. Após baixar o preço diz que se entrássemos naquele horário teríamos de pagar uma diária e sair às 13:00 do mesmo dia.
Mochila de volta no táxi e pedimos ao taxista que nos leve a outros hotéis, afinal tinhamos conseguido entrar de madrugada em diversos hotéis sem ter de pagar uma diária extra. O taxista passeia pela área e na falta de um outro hotel insiste que voltemos para o primeiro para que ele converse com a recepcionista. Acabamos voltando e a recepcionista aceita que por uma diária um pouco maior que o normal entremos de madrugada e façamos o check-out às 13:00 do outro dia.
Já putos e estressados com a enrolação tanto do taxista (que sem dúvida levou uma comissão por nos hospedar naquele hotel) quanto da recepcionista (que deve ter embolsado a diferença), com o cansaço da viagem, com as condições ruins do hotel e especialmente pelo fato dela ter nos colocado num quarto no quinto andar de um maldito prédio sem elevador, decidimos dormir e sair LOGO daquela cidade.
Acordamos ao meio-dia e após um banho com um chuveiro que saía gotas de água, rumamos direto para a praia, com o intuito de conhecer as belezas do Oceano Pacífico. No caminho ligamos de um orelhão para verificar passagens da Gol de volta ao Brasil. Perdemos a noção do tempo e dos gastos e agora a viagem precisa chegar ao fim. Compramos passagem para o dia de amanhã.
Mas que praia era aquela?!?!?! A praia era uma versão pouco, mas muito pouco melhor que as praias de Cartagena. Feia, areia escura, com aspecto sujo, cheia de farofeiros e pessoas irritantes alugando barracas de sol num pedaço ínfimo de terra.
Almoçamos num bom restaurante com um buffet de frutos do mar e seguimos para um mergulho no Oceano Pacífico. A namorada só molha os pés de tanto frio. Eu não resisto e apesar dos pesares dou um mergulho no novo oceano.
Voltamos para o hotel e após um banho (muito melhor que o da manhã, pois tinham esquecido de ligar a máquina que dá pressão nos chuveiros) seguimos para o Centro Histórico de Lima.
Descemos na Praça das Armas, mais uma praça SENSACIONAL para a coleção. Prédios excelentes, igreja espetacular, iluminação de natal deixando toda a praça iluminada.
Carro no estilo caveirão do bope em frente ao palácio do governo (com namorada tirando foto na frente, o que nesse aspecto é um total contraste com a Venezuela).
Após um passeio por um shopping de artesanatos peruanos em que a namorada comprou presente pra todo mundo voltamos ao hotel.
Usando a internet do hotel encontramos uma nova iorquina que já esteve pelo Brasil e que adora o português. Diz que havia acabado de voltar de Nazca, aonde fez um vôo relativamente barato e conheceu as famosas linhas do deserto de mesmo nome, e que já havia feito o passeio a Machu Picchu (a inveja consome minha alma rsrs).
Jantar, banho, cama.
Continua…